quinta-feira, 31 de março de 2011

Radiação De Fukushima Aumenta Preocupação Dentro E Fora Do Japão



As autoridades dizem que não há perigo imediato, mas os níveis de radiação lançados pela central nuclear de Fukushima – palco do segundo maior acidente da história da energia atómica – estão a causar uma crescente ansiedade no Japão e no exterior.
Concentrações elevadas de elementos radioactivos foram detectados a 40 quilómetros da central de Fukushima, severamente afectada pelo sismo e tsunami de 11 de Março no Japão. Segundo dados do Ministério da Ciência japonês, a radiação libertada pelo iodo radioactivo encontrado no solo é 430 vezes superior aos valores normais.

Pessoas que permaneçam durante um ano nos pontos onde foram colhidas as amostras estariam sujeitas a quatro vezes o limite de radiação admitido para a saúde humana, segundo Keigo Endo, professor da Universidade de Gunma, citado pela televisão japonesa NHK.

Ontem, foram detectados também níveis elevados de iodo e césio radioactivo na água do mar, próximo da central de Fukushima. Também há excesso de radioactividade na água da torneira e em alguns alimentos nalguns pontos da província de Fukushima.

O Governo assegura que os níveis encontrados não representam risco imediato para a saúde. Mas a venda de alguns produtos da região – como leite e espinafres – foi suspensa. As autoridades japonesas pediram também a províncias a Leste de Tóquiopara reforçarem o controlo e os programas de inspecção dos produtos pescados ao longo das suas costas. A agência japonesa das Pescas lembrou, no entanto, que muitas das infra-estruturas locais ficaram destruídas pelo tsunami e que os pescadores ainda não retomaram o seu trabalho.

Vestígios de radiação em França, Islândia e EUA

Entretanto, a pluma de poeiras radioactivas está-se a espalhar, tendo chegado a outros países – como França, Islândia e Estados Unidos – embora com concentrações muito reduzidas.

A agência francesa de meteorologia e o seu Instituto de Radioprotecção e Segurança Nuclear (IRSN) têm feito simulações da evolução da pluma, para acompanhar a situação. Segundo o IRSN, a quantidade de materiais radioactivos lançados por Fukushima desde o início da crise equivale a 10 por cento da nuvem causada pelo acidente de Tchernobil, em 1986. As consequências práticas da radiação, diz porém o IRSN, “dependem fortemente das condições meteorológicas”.

A Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA) confirmou hoje que a central nuclear continua a libertar radioactividade. “Continuamos a observar a radiação a sair do local. A questão é: exactamente de onde é que está a vir”, disse um representante da agência, James Lyons.

De acordo com a AIEA, as estruturas de confinamento dos reactores da central não terão sido fortemente danificadas pelas explosões verificadas na última semana. Mas não se sabe se a radioactividade vem do núcleo dos reactores ou das piscinas que armazenam o combustível usado.

Ondas de 14 metros

Segundo a empresa Tepco – operadora da Fukushima – as suas centrais nucleares naquela província foram atingidas por uma onda com 14 metros de altura, no dia 11 de Março. O máximo esperado eram ondas entre 5,2 e 5,7 metros. Os edifícios dos reactores e turbinas situam-se em locais a dez e 13 metros acima do nível do mar e ficaram parcialmente inundados. Os geradores e os sistemas eléctricos foram danificados, impedindo o funcionamento dos sistemas de arrefecimento.

A Tepco reconheceu que subestimou o sismo, estimando em 8 a sua magnitude (foi na realidade de 9 na escala de Richter). O vice-presidente da empresa, Norio Tsuzumi, pediu desculpas durante uma visita a um centro de abrigo para as pessoas que tiveram de fugir por causa das radiações. "Lamentamos ter-vos causado tanto sofrimento", disse o responsável, citado pela agência japonesa de notícias Kyodo.

Enquanto isso, as equipas de emergência continuam a lutar para estabilizar a central de Fukushima. Novas nuvens de fumo nos reactores 2 e 3 indicaram, hoje, que a situação continua instável.

Grandes quantidades de água voltaram a ser lançadas sobre as piscinas de combustível usado nos edifícios dos reactorers 3 e 4. Um camião com um braço articulado de 50 metros de extensão - normalmente utilizado para betonagem na construção civil - começou a ser empregue hoje para injectar água nos reactores. Um outro camião, com um braço de 62 metros, também está a caminho de Fukushima, vindo da China.

Todos os reactores estão já conectados a fontes externas de electricidade. Em dois – os reactores 2 e 3 – a electricidade foi efectivamente restabelecida, o que poderá permitir em breve reacionar os sistemas de arrefecimento das piscinas de combustível usado, que permanecem sendo a maior preocupação.

O ministro da Indústria, Banri Kaieda, disse hoje que a situação em Fukushima continua a ser "extremamente difícil". "Não é fácil dizer que estamos a fazer progressos", acrescentou, citado pela Kyodo.

Fonte:público.pt

quarta-feira, 30 de março de 2011

Governo Avalia Execução De Programas De Combate À Fome E À Pobreza




Ondjiva - Os membros da Unidade Técnica na província do Cunene avaliaram segunda-feira, na cidade de Ondjiva, a execução do Programa Municipal Integrado de Desenvolvimento Rural e Combate à Fome e à Pobreza durante uma reunião orientada pelo governador provincial, António Didalelwa.

Na ocasião, António Didalelwa referiu que o encontro visou avaliar, em conjunto com a unidade técnica e os administradores municipais, acções para a execução financeira e física dos programas municipais integrados, com vista a contribuírem para o combate à fome e à pobreza.  

Durante o encontro, segundo o governante, os participantes tiveram informação sobre o estado de actuação, evolução e desempenho dos programas nas suas áreas de juridição.

O momento serviu também para "uma avaliação quantitativa e qualitativa do desempenho dos administradores de forma colectiva e individual", disse o governador, realçando que "os programas feitos nos relatórios diferem com o que existe no terreno, dai que cada informação, afirmação que está no papel deve ser igual", revelou.

António Didalelwa aconselhou os participantes a discutirem e apresentarem propostas, que permitem traçar caminhos que contribuem para o desenvolvimento do município, província e do próprio país.

Fonte:portalangop.co.ao

terça-feira, 29 de março de 2011

Brasil Ainda Tem 20 Milhões Em pobreza Extrema



O problema da pobreza no Brasil não está completamente superado, disse o assessor da Secretaria Geral da Presidência da República, Selvino Heck, em audiência pública realizada nesta terça-feira (22) na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH). Na audiência, foram discutidas ações nacionais e internacionais de combate à fome e à miséria.
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Segundo Selvino Heck, apesar de o país não possuir mais pessoas em situação de fome crônica, ainda existem 20 milhões de brasileiros que vivem em extrema pobreza. Ele lembrou que um dos desafios da presidente Dilma Rousseff é justamente erradicar a pobreza extrema até 2015, conforme preveem as Metas do Milênio, estabelecidas pela Organização das Nações Unidas (ONU).
A proposta do governo, informou Heck, inclui dar continuidade e ampliar a distribuição de renda; qualificar a oferta de serviços públicos, como acesso à saúde e à educação; e implementar ações de inclusão produtiva, com a criação de emprego e valorização da agricultura familiar; entre outras medidas.
Na avaliação do assessor, os conceitos de pobreza e de extrema pobreza não envolvem apenas os critérios de renda e fome. Para ele, o acesso mínimo a serviços que ofereçam qualidade de vida, como saúde, moradia e educação, também devem ser observados.
- Esse direito à alimentação não é apenas comer. É também o direito à saúde, à educação, a ser cidadão, a participar da vida social, a participar da democracia brasileira e, portanto, ter consciência desses direitos, poder se organizar inclusive para lutar por eles – destacou, ao observar que o combate à pobreza exige atuação conjunta dos governos estaduais, da sociedade e do Parlamento.  
Meio ambiente 
A pobreza no mundo, ressaltou Selvino Heck, tem aumentado em razão de catástrofes ambientais. Para ele, projetos de desenvolvimento devem, necessariamente, incorporar a questão ambiental.
Para o senador Sérgio Petecão (PMN-AC), o cuidado com o meio ambiente, especialmente em relação à região amazônica, deve incluir políticas destinadas ao ser humano. Ele disse que na Amazônia, considerada “o maior patrimônio do Brasil, o pulmão do mundo”, existem pessoas que vivem abaixo da linha da miséria.
- Que a gente possa também pensar em políticas para que essas pessoas que hoje pagam o preço de cuidar desse patrimônio mundial possam ter uma vida digna – disse o senador.

Fonte: Agência Senado

segunda-feira, 28 de março de 2011

Bispo Assinala Aumento Da Pobreza Entre As Famílias Da Região


Viseu, Portugal – O bispo de Viseu apelou à mobilização da Igreja Católica para responder aos que “têm necessidade diária de viver, com dignidade e respeito” e precisam de ajuda.
“São, mais e mais, as pessoas e as famílias que, sem qualquer fonte de rendimento, lutam pela sobrevivência, em situações que urge apoiar”, lembra D. Ilídio Leandro, numa nota pastoral escrita a propósito do Dia Caritas, que se assinala a 27 de Março.
No documento, divulgado pelo gabinete diocesano de informação nesta terça-feira, D. Ilídio Leandro considera que as pessoas nestas circunstâncias “têm aumentado drasticamente, com o desemprego, o endividamento – pessoal e familiar – e a falta de recursos básicos e essenciais para a vida quotidiana”.
A chamada «Semana Caritas» vai decorrer, este ano, de 21 a 27 de Março, tendo como tema de reflexão «Ser Voluntário, Ser Solidário».
O bispo de Viseu assinala que esta celebração “lembra a partilha e faz apelo à dádiva generosa e amiga”.
A nota destaca presença de “muitos e bons voluntários” nos serviços e comunidades da diocese católica e elogia a resposta das populações a qualquer “apelo à partilha, como resposta às necessidades urgentes”.
D. Ilídio Leandro lembra a existência de um Fundo Social, que é gerido pelo Secretariado Diocesano da Pastoral Social, através da Caritas Diocesana, a qual responde “às maiores e piores situações de carências escondidas e com custo e vergonha se revelam”.
“Ajude para se poder ajudar! Contribuindo no peditório da Caritas, está a partilhar a vida e a dar justiça e amor a quem precisa”, conclui a nota, aludindo à recolha de donativos que vai decorrer, nas ruas de Portugal, entre 24 e 27 deste mês.

Fonte:agencia.ecclesia.pt

sábado, 26 de março de 2011

Fome Atinge 1 bilião De Pessoas



Um bilião de pessoas - ou seja, uma em cada seis - passa fome no mundo e o número poderá aumentar frente à elevação dos preços dos alimentos.
O alerta foi feito pelo representante da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) no Brasil, Helder Mutéia.
Ele participou, na manhã desta terça-feira (22), de debate sobre o tema na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), que é presidida pelo senador Paulo PaimRS).
Para Helder Mutéia, será necessário um esforço mundial para superar o problema da fome, que afeta de forma mais significativa países da África, da Ásia e parte da população da América Latina.
Essa situação é uma afronta à nossa condição de seres humanos. Não estamos falando da fome que sentimos antes do almoço ou do jantar. É uma fome que dói e que mata - frisou o representante da FAO.

Fonte:fatimanews.com.br

sexta-feira, 25 de março de 2011

Resultados Do Inquérito


Estes são os resultados do inquérito:


Com isto podemos concluir que somos visitados por pessoas de diferentes faixas etárias, o que é óptimo.
O que obteve mais resultado foi a faixa etária que vai dos 11 aos 20 anos 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Moçambique: Fome Causa Mortes No Campo De Refugiados De Maratane



A fome afeta o Centro de Refugiados de Maratane, norte de Moçambique, e contribuiu para dezenas de mortes este ano, admitiu hoje um responsável local, mas a acusação não foi seguida pela direção nacional do INAR.
Um total de 32 refugiados morreram desde Janeiro no Centro de Refugiados de Maratane, nos arredores de Nampula, supostamente devido à fome, disse ao diário O País o delegado regional do Instituto Nacional de Assistência aos Refugiados (INAR).
«A nossa logística para os refugiados depende do ACNUR e a quantidade de comida disponível não é suficiente para satisfazer aquelas pessoas, tendo em conta que quase diariamente entram refugiados no Centro de Maratane», disse João Baptista Dolis.

Fonte:
Diário Digital

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